Posso ser canção Ser força e razão Ser mar ou rio Ser calor e frio Mas não serei Fado triste Nem calarei a voz Não fraquejarei Perante gente atroz Posso ser paz Ser amor e paixão Mas não direi sim Quando quero dizer não.
Um dia disse, “que estar morto é a diferença entre estar aqui e não estar mais”.
Bem, não está aqui, mas estará sempre, viverá na sua obra, e no pensamento de todos os Portugueses, mesmo daqueles que não o admiravam, e têm plena consciência de que fez e fará parte da cultura do nosso país.
Escritor, Homem de grandes polémicas, sem medo de dizer o que pensava, perante a Igreja e os políticos, porque nunca precisou de favores, Homem de convicções e ideais bem diferentes da maioria dos portugueses, valia pelo que escrevia e como escrevia. E só por isso não lhe perdoaram ser o 1º Nobel da Literatura.
Com a “Bagagem do Viajante” “Como Homem Duplicado” Levou consigo O ”Evangelho Segundo Jesus Cristo” Sacrilégio por muitos considerado
Deixou o “Cerco de Lisboa” Com rumo Ao “Conto da Ilha Desconhecida” E “No Memorial do Convento” Ganhou a popularidade merecida
Foi na sua “Jangada de Pedra” Com “Ensaios sobre a Lucidez” De rumo a Lanzarote Onde admiravam este português.
"Caim" que criou grande polémica E pelo qual quase foi crucificado Transformou-se num best-seller, Apesar de tanto ser criticado!
E nos livros que escreveu Não esqueceu a criança Deixo-lhe por isso "A Maior Flor do Mundo" Com um sorriso de esperança!